Hospitais de Campinas terão de adotar medidas contra a violência obstétrica

Os hospitais de Campinas, entre eles o Madre Theodora, Celso Pierro, Vera Cruz, Hospital da Mulher – CAISM-UNICAMP e a Maternidade de Campinas deverão implantar procedimentos para evitar a violência obstétrica.

MPF tenta civilizar o parto em Campinas

O O Ministério Público Federal em Campinas recomendou aos hospitais que implementem os meios necessários para que as mulheres grávidas atendidas nas unidades tenham o direito de indicar um acompanhante durante o trabalho de parto e pós-parto imediato. Também deverá ser assegurado o direito das pacientes ao acompanhante durante as consultas.

Os hospitais terão que divulgar a medida em seus sites, nas unidades de saúde e no Cartão da Gestante. Além disso, cartazes deverão ser fixados nas salas de parto e salas de espera de gestantes com os dizeres “A violência física ou moral durante o parto constitui violação aos direitos da mulher. Denuncie ocorrências à direção do hospital, à Agência Nacional de Saúde, pelo site www.ans.gov.br, e ao Ministério Público Federal, pelo site www.prsp.mpf.mp.br”.

O MPF recomenda ainda que todos os profissionais de saúde dos hospitais realizem curso de capacitação e conscientização acerca das ocorrências de violência durante o parto, além de serem corretamente informados sobre o direito das pacientes a terem acompanhamento. As unidades de saúde também deverão estabelecer procedimentos administrativos destinados a apurar denúncias de violência no parto, inclusive com a previsão de punições, caso sejam confirmadas as ocorrências.

A recomendação do procurador da República Aureo Marcus Makiyama Lopes objetiva o cumprimento da Lei federal 11.108/2005, que estabelece o direito da parturiente ao acompanhante nos serviços de saúde do SUS, bem como da Lei estadual 13.069/2008, que obriga as unidades hospitalares do Estado de São Paulo a informar o direito das mulheres à presença de um acompanhante durante o parto e pós-parto imediato.

Durante o inquérito civil público, foram relatados ao MPF casos de pessoas impedidas pelos hospitais de acompanharem mulheres grávidas durante consulta médica de urgência. O procedimento também recebeu denúncias de violência às parturientes no momento do trabalho de parto e pós-parto, tanto na rede de saúde privada quanto na pública. Os hospitais têm 30 dias para informar se irão cumprir ou não a recomendação do MPF. No caso de acatamento parcial, as unidades deverão informar quais os pontos não acatados e as justificativas para as negativas. (Carta Campinas com informações do MPF)

Recent Posts

108 cursos de medicina foram reprovados no Enamed e serão supervisionados pelo MEC

(foto fernando frazão - ag brasil) A primeira edição Exame Nacional de Avaliação da Formação…

11 hours ago

Comédia farsesca ‘Entre a Cruz e os Canibais’ revê o mito dos bandeirantes e as origens de São Paulo

(foto heloisa bortz - divulgação) Em São Paulo - O diretor e dramaturgo Marcos Damigo…

17 hours ago

Plataforma gratuita de streaming, Tela Brasil, será lançada neste semestre

(imagens divulgação) Concebida pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura em parceria com a…

1 day ago

Bloco Vermelho ganha as ruas com samba-enredo próprio no Carnaval 2026

(imagem divulgação) Pela primeira vez em sua história, o Bloco Vermelho, que foi criado em…

2 days ago

Cientista brasileiro nomeado para a OMS precisou de escolta armada durante o governo Bolsonaro

(foto fiocruz amazônia) O médico infectologista da Fiocruz, Marcus Vinicius Guimarães Lacerda, que foi nomeado…

3 days ago

Vem aí: Festival A Rua É Nóis vai ocupar a Estação Cultura com rap, funk, reggae e rock

Brunna, idealizadora do “O Funk Ensina" (foto reprodução - instagram) O Festival A Rua É…

4 days ago