PM dissolve manifestação contra a copa com bombas e jornalistas saem feridos

Manifestação organizada pelo movimento Território Livre contra a Copa do Mundo prevista para a manhã de hoje (12), na zona leste de São Paulo, foi dissolvida antes mesmo de começar, pela ação violenta da PM. Duas jornalistas da CNN foram feridas em confronto da Tropa de Choque da Polícia Miliar com um grupo de manifestantes que protestam contra a Copa do Mundo, em São Paulo.

Segundo a CNN, a polícia usou gás lacrimogêneo contra o grupo que tentava bloquear pistas próximas à Arena Corinthians, o Itaquerão. De acordo com a CNN, a repórter Shasta Darlington sofreu um pequeno corte no braço e a produtora Barbara Arvanitidis foi atingida no pulso.

Eram 9h30 da manhã quando a reportagem da RBA chegou ao local e presenciou um grande número de soldados dentro da estação Carrão do metrô, de onde partiria uma passeata em direção ao Itaquerão – arena da abertura da Copa – e uma formação de três linhas de soldados do Batalhão de Choque do lado de fora, com escudos, armas e bombas de gás lacrimogêneo.

Poucas pessoas responderam à convocação do Território Livre e não tiveram tempo sequer de começar sua manifestação. Após um bate-boca com o comando da operação militar, foi lançado o primeiro ataque, às 10h15, com bombas de gás sendo lançadas contra o grupo, que tinha cerca de 50 pessoas.

Novamente reunidos, os manifestantes passaram a gritar palavras de ordem. “Não acabou, tem de acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”. A reação veio por volta das 10h30, em nova investida, que acabou ferindo uma jornalista da rede americana de TV CNN, ferida no pulso por um estilhaço de bomba.

Às 10h40 foi a vez de a PM paulista agredir a imprensa presente. Mirando diretamente contra os profissionais que cobriam a tentativa de manifestação – direito garantido pela Constituição –, os soldados lançaram diversas bombas e acumularam violações.

Questionado pela RBA sobre a agressão à imprensa, um soldado (sem identificação aparente) mostrou com que disposição foram orientados a lidar com as manifestações como a que havia sido planejada pelo Território Livre. “Não viesse aqui, ué. Você sabia que ia ter bomba. Imprensa ridícula.” (Rede Brasil Atual)

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