A programação de cinema de outubro no Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas traz diversos títulos, nacionais e estrangeiros, de grande relevância não só para o cinema como para as discussões de nosso tempo. O mês começa com “Casablanca”, filme de 1942, dirigido por Michael Curtiz, que será exibido na quinta-feira, dia 3, às 19h30. Estrelado por Ingrid Bergman, o filme aborda a questão nazista no contexto da 2ª Guerra Mundial em meio a um dilema de amor.
“O Anjo Azul”, clássico alemão de 1930 que lançou Marlene Dietrich para o estrelato, será exibido no dia 5, sábado, às 16h dentro do ciclo “Cinema e Literatura”, sob curadoria de Ricardo Pereira. Baseado em um romance* do escritor alemão Heinrich Man, irmão de Thomas Mann, o filme conta a história de Lola-Lola, uma cantora de cabaré por quem o rígido e severo professor Unrath (Emil Jannings) acaba se apaixonando depois de ir ao Anjo Azul, local de perversão, para investigar a obsessão de seus alunos homens.
A direção é de Josef Von Sternberg, parceiro de Marlene Dietrich em mais seis filmes, como “O Expresso de Shangai” e “A Vênus Loira”. Neste filme, o diretor, ainda em sua fase expressionista, tece um estilo sombrio e pesado para enfatizar o poderoso histrionismo de Emil Jannings.
Também no sábado, dia 5, às 19h30, encerrando a programação da primeira semana de outubro, será exibido o filme brasileiro de 1962 “Cinco Vezes Favela”, considerado uma das obras fundamentais para o advento do chamado Cinema Novo no Brasil. Com direção de Marcos Farias, Miguel Borges, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade e Carlos Diegues e produzido pelo CPC (Centro Popular de Cultura) da UNE (União Nacional dos Estudantes), o filme apresenta cinco histórias separadas que retratam personagens e situações das favelas cariocas.
Todas as sessões são gratuitas e acontecem no Museu da Imagem e do Som de Campinas que fica no Palácio dos Azulejos, rua Regente Feijó, 859, Centro, Campinas. (Da Rede CartaCampinas com informações de divulgação)
* O romance de Heinrich Mann, publicado em 1905, descreve um professor autoritário, reprimido e socialmente inábil que se apaixona por uma jovem dançarina de cabaré, Rosa Frohlich (no filme, Lola). Após um encontro casual, o professor Unrat fica fascinado pela irresistível Rosa e decide que ela será só dele. O envolvimento de Unrat com essa mulher escandaliza a comunidade, e ele perde o emprego na escola. Sem se perturbar, com a ajuda de Rosa se reinventa como membro da alta sociedade. Promovem salões de sucesso, e ele se deleita com a decadência de ex-alunos e inimigos que perdem suas fortunas na mesa de jogo ou suas reputações com relações impróprias. Mas a maior queda será do próprio Unrat: descobrindo aos poucos a plena extensão da conduta suspeita de Rosa, é dominado por uma raiva cega.
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