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Primeiro encontro da 2ª Mostra de Cinema ADunicamp exibe 4 curtas-metragens

(imagem reprodução)

De 31 de agosto a 25 de novembro de 2026, o Auditório da ADunicamp recebe a 2ª Mostra de Cinema da ADunicamp “Caminhos e Identidade do Audiovisual de Campinas e Região”. O evento reúne cineastas, produtores e público para exibir e debater a produção autoral realizada em Campinas e municípios da região.

Ao todo, serão quatro encontros, com a participação de 20 cineastas e a exibição de 16 curtas-metragens. As sessões acontecem sempre às 19h, nos dias 31 de agosto, 30 de setembro, 21 de outubro e 25 de novembro, e serão seguidas de debates com diretores e produtores.

Neste primeiro encontro, 31/08, serão exibidos quatro curtas-metragens: “Memória Veneno” (Marta Fontenelle, 2026, 25 min), “Pancadão 0800” (Max Souza, 2026, 21 min), “A Maquiadora” (Victor Oliveira, 2022, 7 min) e “Recorrências” (Bárbara Daniel e Isa Ricchiero, 2018, 5 min)

A 2ª Mostra de Cinema da ADunicamp parte da convicção de que uma cinematografia também se consolida quando uma comunidade reconhece seus próprios filmes, seus realizadores e sua história. A iniciativa busca, assim, ampliar os espaços de circulação do cinema produzido localmente e aproximar essas obras do público.

Para o professor Wanderley Martins (IA), diretor de Cultura da ADunicamp, a primeira edição da Mostra evidenciou a força e a diversidade da produção audiovisual existente em Campinas e região, mas também chamou a atenção para a necessidade de ampliar os espaços destinados à sua exibição. “Como pudemos comprovar na mostra realizada no ano passado, a produção de curtas-metragens de cineastas de Campinas e região é vastíssima, diversa e de grande relevância. Ao mesmo tempo, temos cada vez menos espaços destinados à exibição e à circulação dessas produções”, afirma.

Segundo Wanderley, é justamente diante desse cenário que a ADunicamp mantem seu compromisso de abrir espaço para o cinema produzido na região e contribuir para que essas obras alcancem novos públicos. “Muitas vezes, por falta de acesso e de espaços de exibição, o público sequer conhece a diversidade e a qualidade da produção audiovisual realizada tão perto de nós. A ADunicamp busca contribuir para dar visibilidade a esses trabalhos, incentivar a produção audiovisual local e fortalecer uma expressão artística e cultural tão importante para toda a nossa comunidade”, completa o diretor.

Diversidade, protagonismo feminino e memória
Com curadoria do produtor e roteirista Hamilton Rosa Júnior, esta edição reúne 16 curtas assinados por 20 cineastas. A seleção propõe um percurso por diferentes gerações, linguagens e modos de produção, buscando refletir sobre os caminhos que vêm construindo a identidade do audiovisual de Campinas e região.

Para Hamilton, Campinas vem se consolidando como uma das mais vigorosas cenas audiovisuais do interior do país. “Quando pensamos no cinema brasileiro, quase sempre voltamos o olhar para as capitais. Mesmo diante da escassez de recursos e da fragilidade das políticas públicas, realizadores, coletivos e produtoras mantêm uma produção contínua de mais de uma centena de curtas-metragens por ano, revelando um cinema plural, inquieto e em permanente transformação”, afirma.

A curadoria desta edição está estruturada em três eixos principais: diversidade, protagonismo feminino e memória.

A programação reúne obras que abordam questões como racismo, identidade LGBT, classe e território, dando espaço a diferentes vozes, experiências e perspectivas, inclusive aquelas que emergem das periferias de Campinas.

O protagonismo feminino também marca a seleção. Metade dos 20 cineastas participantes são mulheres, presença que amplia temas, sensibilidades e formas de narrar. Além disso, diversas obras dirigidas por homens colocam experiências femininas no centro de suas histórias.

Por fim, a Mostra propõe uma reflexão sobre a preservação da memória do audiovisual campineiro, simbolizada pela exibição de “Essa Não é a História de Gregor Samsa”, filme premiado de Thiago Luciano que, após quinze anos, tornou-se pouco lembrado na própria cidade.

Primeiro Encontro

Na próxima segunda-feira, 31 de agosto, a partir das 19h, acontece a abertura da 2ª Mostra de Cinema da ADunicamp “Caminhos e Identidade do Audiovisual de Campinas e Região”. O evento reúne cineastas, produtores e público para exibir e debater a produção audiovisual autoral realizada em Campinas e municípios da região.

Neste primeiro encontro, serão exibidos quatro curtas-metragens: “Memória Veneno” (Marta Fontenelle, 2026, 25 min), “Pancadão 0800” (Max Souza, 2026, 21 min), “A Maquiadora” (Victor Oliveira, 2022, 7 min) e “Recorrências” (Bárbara Daniel e Isa Ricchiero, 2018, 5 min).

Após as exibições, haverá uma mesa de debate com os realizadores, abrindo espaço para a conversa sobre as obras e a produção audiovisual de Campinas e região. Sobre a Mostra de Cinema da ADunicamp

SERVIÇO | 2ª Mostra de Cinema da ADunicamp “Caminhos e identidade do audiovisual de Campinas e região”

Curadoria: Hamilton Rosa Júnior

Datas: 31/08, 30/09, 21/10 e 25/11, sempre as 19h

31 de agosto (segunda-feira), às 19h
Memória Veneno (2026), de Marta Fontenelle (25 min)
Pancadão 0800 (2026), de Max Souza (21 min)
A Maquiadora (2022), de Victor Oliveira (7 min)
Recorrências (2018), de Bárbara Daniel e Isa Ricchiero (5 min)
Mesa de debate com os realizadores após a sessão

30 de setembro (quarta-feira), às 19h
Anhanguera 92 (2025), de Huli de Paula e Mariana Gonzaga (25 min)
Essa Não é a História de Gregor Samsa (2010), de Thiago Luciano (10 min)
Miguê (2023), de Kaito Prado (19 min)
Vapor Speranza (2025), de Maurício Squarisi (15 min)
Mesa de debate com os realizadores após a sessão

21 de outubro (quarta-feira), às 19h
O Monstro do Sertão (2026), de Helen Quintans (18 min)
Eleonor (2025), de Natália Martins (14 min)
O Narrador Onipotente (2025), de Rafael Santin (25 min)
Todas Essas Que Eu Sou (2024), de Giovana Affonso (9 min)
Mesa de debate com os realizadores após a sessão

25 de novembro (quarta-feira), às 19h
A Permanência da Memória (2026), de Jean Marcel e Diego Ruiz Aquino (20 min)
Eu Ainda Existo (2025), de Flavio Carnielli (11 min)
Verso Livre (2020), de Rodrigo Forti e Raffaela Pellini (16 min)
A Teia (2025), de Isà Mota (15 min)
Mesa de debate com os realizadores após a sessão.

Auditório da ADunicamp (Av. Érico Veríssimo, 1479, Cidade Universitária, Campinas/SP)

Todas as sessões são gratuitas e abertas a população.

Carta Campinas

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