Sob protesto de manifestantes no plenário contra a iniciativa e com apoio de vereadores do campo progressista, foi retirada da pauta na sessão da Câmara de Campinas desta quarta-feira, 29 de abril, a votação em regime de urgência do Projeto de Decreto Legislativo do vereador de extrema direita Nelson Hossri (PSD) que propunha conceder diploma de honra ao mérito a Israel Grigorio Lopes Júnior.
Lopes Júnior é um dos três bolsonaristas, junto com Herick Renato Brenelli e Miqueias Augusto de Carvalho Pereira, denunciados pela vereadora Guida Calixto (PT) por ataques misóginos após assédio, constrangimento e ameaças contra ela e sua equipe. A denúncia foi feita pela parlamentar na tribuna no último dia 18 de março e no mesmo dia foi registrado um boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher. Os três estão proibidos pela Justiça de se aproximar de Guida e de entrar na Câmara.
Segundo a vereadora, as agressões começaram após a apresentação do Projeto de Lei nº 70/2026, que institui o Sistema Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio. “A partir do momento que eu apresentei o projeto, passei a ser perseguida, porque são grupos de red pill, são grupos que circulam na machosfera, desprezam e perseguem as mulheres porque só assim eles conseguem se pautar enquanto homens”, disse.
Durante a sessão, ao defender a proposta na tribuna, Nelson Hossri afirmou que, se a concessão do diploma incomodava a esquerda, isso justificaria ainda mais a homenagem, provocando reação imediata da plateia. Após deixar a tribuna, o vereador se aproximou dos manifestantes e discutiu com o público, interrompendo momentaneamente a sessão.
Com a aprovação da retirada da urgência, recebida com aplausos, Hossri voltou a provocar os presentes: “A retirada é da urgência. O projeto volta e vocês podem voltar também. Se quiserem eu pago o busão pra vocês. Querem que eu pague o busão? E pago o lanche também aqui na frente, melhor do que pão com mortadela”. Até o início da tarde desta quinta-feira (30/4), o projeto não estava nas pautas das sessões da próxima semana, divulgadas no site oficial da Câmara.
Guida Calixto informou que acionou a Corregedoria da Câmara contra o vereador, argumentando que, além de propor a homenagem, ele solicitou urgência como forma de “provocação, inclusive desrespeitando o Poder Judiciário”, que concedeu uma medida cautelar de proteção à vereadora. Ela ressaltou a importância da decisão judicial, que reconhece pela primeira vez a violência política de gênero em Campinas.
A medida cautelar foi concedida em 16 de abril pela juíza Maria Raquel Campos Pinto Tilkian, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. A decisão proíbe Herick Renato Brenelli, Israel Grigorio Lopes Júnior e Miqueias Augusto de Carvalho Pereira de entrarem na Câmara de Campinas, de manterem qualquer tipo de contato e de se aproximarem a menos de 100 metros da vereadora e de sua assessora, Marcela da Silva Freitas Rodrigues.
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