‘O Legítimo Pai da Bomba Atômica’ reflete sobre ciência, ética e o uso de armas de destruição em massa

(foto mari jacinto – divulgação)

O espetáculo teatral “O Legítimo Pai da Bomba Atômica” será apresentado em Campinas em duas sessões nesta sexta-feira, 24 de abril, no auditório do Instituto de Artes da Unicamp. A peça leva ao palco reflexões sobre ciência, política, ética e os impactos da criação da bomba atômica, ampliando debates que ganharam visibilidade recentemente com o sucesso do filme “Oppenheimer”. A entrada é gratuita.

Com texto do premiado dramaturgo Murilo César Dias e direção de Gabriela Rabelo, a peça aborda questões históricas, técnicas e políticas relacionadas à criação da bomba atômica e suas consequências até os dias atuais. A montagem também propõe uma reflexão sobre cultura de paz e o uso de armas de destruição em massa na resolução de conflitos.

Inspirada na história real do físico húngaro Léo Szilárd, a peça acompanha o dilema moral do cientista ao perceber que sua descoberta científica poderia ser usada como arma devastadora. A narrativa traz para a cena personagens históricos como Albert Einstein, o presidente norte-americano Harry Truman e o general Groves, além da médica Gertrude Weiss, esposa de Szilárd.

A trama expõe o caminho entre a descoberta científica e sua aplicação como instrumento de destruição em massa, responsável pelo extermínio de centenas de milhares de pessoas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. O elenco é formado exclusivamente por atores nipo-brasileiros: Beatriz Diaféria, Edson Kameda, Gilberto Kido, Ricardo Oshiro e Ulisses Sakurai.

De acordo com o produtor executivo, Rogério Nagai, a proposta da montagem é provocar reflexões contemporâneas. “Nosso objetivo é ajudar a disseminar uma cultura de paz, promovendo um debate sobre o sentido das armas de destruição através da história real de Léo Szilárd. Ao mesmo tempo, convidamos o público a refletir sobre a estupidez da guerra e das armas criadas com o avanço da ciência. Também reafirmamos que atores nipo-brasileiros podem interpretar personagens sem os estereótipos que historicamente marcaram essas representações”, afirma.

Para a diretora Gabriela Rabelo, o espetáculo se conecta diretamente com o cenário geopolítico atual. “As guerras mundiais não terminaram, elas apenas mudaram de nome. Conflitos como Guerra Fria, guerra na Síria, guerra na Ucrânia, guerra no Irã mostram que a humanidade continua desenvolvendo armas cada vez mais destrutivas. Precisamos refletir sobre isso”, afirma. (Com informações de divulgação)

Serviço

Data: 24 de abril de 2026 (sexta-feira)
Horário: 16h e 19h
Local: Auditório do Instituto de Artes da Unicamp
Endereço: Rua Elis Regina, 50, Cidade Universitária, Campinas-SP
Ingressos: gratuitos, com reserva antecipadas pela plataforma Sympla ou por ordem de chegada
Acessibilidade: rampas, elevador para o palco e espaços reservados para pessoas em cadeira de rodas

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