Categories: Economia Política

Direita não conseguiu mentir para a população sobre desoneração do Imposto de Renda

(foto fernando frazão – ag brasil)

Os partidos de direita e extrema direita de oposição ao governo Lula (PT) não conseguiram criar fake news e divulgar mentiras para a população sobre o projeto de desoneração do Imposto de Renda, enviado ao congresso pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, a reforma do Imposto de Renda (IR) criou um constrangimento moral para o país, forçando uma discussão na sociedade sobre a desigualdade tributária. Ele fez essa afirmação ao programa Sem Censura, da TV Brasil. O ministro disse que o projeto enviado ao Congresso há cerca de um mês baseia-se na justiça social.

Para o ministro, a busca pela redução das desigualdades sociais por meio do pagamento de tributos pelos mais ricos deixa os opositores sem argumento para se contrapor à reforma do Imposto de Renda.

“Acredito que criamos um constrangimento moral no país. O que está sendo dito? O que está errado? A gente está a fim. Dá para melhorar? Óbvio! Você tem uma ideia melhor? Até agora não apareceu”, declarou Haddad, dizendo que o governo está aberto a contribuições que melhorem o projeto.

Na avaliação de Haddad, o constrangimento moral de ser retratado como defensor da desigualdade tem inibido inclusive a proliferação de fake news sobre as mudanças no Imposto de Renda. Inclusive porque a proposta tem impacto fiscal zero e não fará o governo arrecadar mais, apenas redistribuirá renda.

“Quando bota uma coisa na mesa, a primeira coisa que acontece do lado de lá é o cara falar: ‘como posso mentir para a população?’ E ficou todo mundo: ‘o que a gente faz com esse projeto?’ Nem fake news estão conseguindo fazer”, acrescentou o ministro.

O governo propõe a isenção de IR a 10 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês e o aumento do desconto para 5 milhões que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Em troca, pretende aumentar o IR para quem ganha a partir de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano) e introduzir uma alíquota mínima de 10% para quem recebe R$ 100 mil mensais (R$ 1,2 milhão por ano).(Com informações da Agência Brasil)

Carta Campinas

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