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A incrível história do general com salário vitalício de até R$ 1 milhão que foi atrás de um capitão golpista

(foto valter campanato – ag brasil)

O general Walter Braga Netto tem uma história digna de filme hollywoodiano. Um general com todas as regalias que a elite do Exército recebe, salário líquido vitalício de no mínimo R$ 24 mil, além de inúmeros outros benefícios que permitem seu salário chegar em R$ 1 milhão. Poderia ficar o resto da vida só viajando e curtindo os benefícios financeiros de estar na elite econômica que é mantida pelo suor do povo brasileiro.

Mas o espírito humano é imprevisível e ele resolveu se envolver com um capitão de currículo tenebroso, ambicioso e com comprovadas relações com milicianos. Um capitão que quase foi expulso do Exército por planejar explodir bombas em quartéis e em sistema de abastecimento de água em protesto por melhores salários. Mas escapou. Por 9 votos a 4, Bolsonaro foi absolvido pelo Superior Tribunal Militar (STM) em 1988. Cinco meses antes, em janeiro, um conselho de justificação do Exército o considerou culpado, por 3 a 0, por ter tido “conduta irregular e praticado atos que afetam a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe”. (link)

Antes de se envolver com o capetão, Braga Netto teve avanços na carreira e participou de eventos importantes. Em 2009, ele foi promovido a general e nomeado chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste. Em 2016, o militar foi um dos responsáveis pela coordenação da segurança durante a Olimpíada do Rio. E, naquele mesmo ano, assumiu o Comando Militar do Leste, onde chefiou 50 mil militares no Rio, no Espírito Santo e em Minas Gerais.

Estava tudo ótimo na vida do general, inclusive com os astronômicos proventos pagos com o suor do povo brasileiro. Um levantamento no Portal da Transparência do Governo Federal identificou o pagamento de supersalários em 2020 a um grupo das Forças Armadas. Nesse grupo, estava lá o Walter Braga Netto. Ele recebeu um total de R$ 925.950,40. Sendo: remuneração básica bruta: R$ 492.462,01; férias: R$ 119.996,72 e verbas indenizatórias registradas em sistemas de pessoal militar: R$ 313.491,67. (link)

Com promoção na carreira e salário vitalício de quase R$ 1 milhão, Braga Netto não sabia que ele próprio já era o poder, não precisaria dar golpe. Ele já fazia parte da elite econômica com benefícios inacreditáveis (veja link). Mas decidiu seguir um capitão golpista e acabou preso, poderá perder o salário e passar um tempo nas confortáveis prisões para militares, mas ainda assim é uma prisão.

Carta Campinas

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