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‘Madalena Santos Reinbolt: uma cabeça cheia de planetas’ reúne os coloridos ‘quadros de lã’ tecidos pela artista

(Imagem: Divulgação)

Em São Paulo – Madalena Santos Reinbolt: uma cabeça cheia de planetas é a primeira exposição individual dedicada à obra de Madalena Santos Reinbolt (Vitória da Conquista, BA, 1919 – Rio de Janeiro, RJ, 1977) e pode ser vista no MASP – Museu de Arte de São Paulo até o dia 26 de fevereiro de 2023. Embora tenha trabalhado também em pintura, a artista é reconhecida por seus complexos bordados construídos com centenas de vibrantes linhas de cores — os chamados “quadros de lã”. Neles, Reinbolt representou a vida cotidiana no campo e na cidade, repleta de personagens negros: encontros, festas, celebrações, religiosidades, refeições coletivas. 

Santos Reinbolt cresceu em uma pequena fazenda com sua família, onde teve seus primeiros contatos com o bordado, a tecelagem, a cerâmica e a pintura ainda na infância. Em 1949, no início da vida adulta, Santos Reinbolt chegou a Petrópolis, onde trabalhou na fazenda Samambaia, residência da arquiteta Lota Macedo Soares (1910-1967) e de sua companheira, a escritora estadunidense Elizabeth Bishop (1911-1979). 

Embora conectada desde muito cedo ao exercício criativo, foi somente nos anos 1950 que a artista passou a se dedicar à produção de pinturas, traçando figuras sintéticas com pinceladas expressivas e utilizando suportes frágeis, como papel ou palha, indicando a importância da materialidade em sua produção.

Já no final da década de 1960, Santos Reinbolt inicia a produção de seus singulares e pioneiros “quadros de lã”, realizados com 154 agulhas, em diversas cores, como uma paleta de tinta, que a artista imprime sobre a estopa ou a talagarça. A agulha, em sua prática, torna-se dessa forma um prolongamento da mão, como o pincel na pintura. 

A despeito de sua rica e singular produção, Santos Reinbolt produziu às margens dos circuitos tradicionais de arte em seu tempo, e apenas nos últimos anos sua obra começou a despertar mais atenção. Ainda hoje há um grande silêncio dos museus e espaços de arte em relação ao pioneirismo de sua produção, algo que a mostra no MASP espera diminuir, estabelecendo o debate em torno de sua história e contribuição para a arte brasileira. 

Madalena Santos Reinbolt: uma cabeça cheia de planetas reúne 44 trabalhos, entre pinturas e tapeçarias, e é acompanhada de uma publicação editorial dirigida integralmente à artista, com imagens e ensaios inéditos.

A individual integra a programação bienal do MASP dedicada às Histórias brasileiras (2021-22), por ocasião do bicentenário da independência do Brasil, em 2022. Este ano, a programação também inclui exposições individuais de Judith Lauand e Cinthia Marcelle.

Madalena Santos Reinbolt: uma cabeça cheia de planetas é curada por Amanda Carneiro, curadora assistente do MASP e André Mesquita, curador do MASP.

Mais informações e ingressos no site do MASP.

(Carta Campinas com informações de divulgação)

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