Parece contraditório, mas não é. A taxação dos super-ricos é uma medida totalmente capitalista e pode deixá-los ainda mais ricos. E esse não é motivo para não taxar. Pelo contrário, a taxação das grandes fortunas deve ser implantada o mais rapidamente possível no Brasil para melhorar o IDH.
A taxação das grandes fortunas e de lucros e dividendos recebidos por super-ricos pode deixá-los mais ricos se houver uma desoneração fiscal nos contribuintes de baixa renda e se os recursos forem investidos na área social.
Com mais recursos e menos endividada, a população de baixa e média renda vai levar esses recursos de volta para os super-ricos ao consumir ou mesmo poupar.
Quem são os super-ricos? Os super-ricos são os que detêm os controles dos grandes conglomerados da indústria, agronegócio, finanças e dos serviços, etc. Isso é básico.
Imagina uma família super-rica que detém o controle de 40% da venda de cimento num país gigante como o Brasil. Com mais recursos nas classes mais baixas, o consumo de cimento aumenta, e o dinheiro taxado volta para o cofre dos super-ricos. Assim também vai acontecer com a família super-rica que detém bancos, shoppings, redes de supermercados e outros grandes conglomerados econômicos. É irônico, mas o círculo econômico faz com que taxar os super-ricos faz com que fiquem mais ricos.
O resumo da ópera é que a taxação das grandes fortunas não tem nada de anticapitalista mas, pelo contrário, ajuda o capitalismo. A resistência à taxação é que é ideológica visto que os detentores do poder econômico não querem ceder politicamente, ainda que isso os beneficiem posteriormente.
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