‘Solos de Laje’ e ‘Home100’ combinam as potências do chão e da imaginação

Todas as terças e quintas, sempre às 21h30, o YouTube do Sesc São Paulo e a página do Sesc Ao Vivo no Instagram transmitem um espetáculo ao vivo de dança apresentado direto da casa do artista. É a programação da série Dança #EmCasaComSesc, realizada pelo Sesc São Paulo que, nesta semana, traz mais duas novas atrações para o público: Solos de Laje, de Márcio Greyk, na terça-feira, dia 14, e Home100, com Cristian Duarte, na quinta, 16 de julho.

Marcio Grey, Zumb.boys (Foto: Gil Douglas)

“Solos de Laje” é um projeto idealizado pelo grupo Zumb.boys, com foco em criar espaço para dar vida aos diálogos de artistas que querem compartilhar e projetar suas potências a partir do encontro, dos experimentos e da beleza do aleatório contida em suas artes. Márcio Greyk convida a poeta e música Uma Luiza Pessoa para desenhar a trilha sonora e firmar esse movimento. “Solos de Laje” carrega a ideia desse chão que nos sustenta, que nutre, que dá base para caminhar e nos construir.

Cristian Duarte (Foto: Renato Mangolin)

Na quinta-feira, 16, às 21h30, quem se apresenta é o bailarino, coreógrafo e diretor Cristian Duarte no solo Home100. Uma dança para movimentar as referências de uma quarentena que negocia com memórias afetivas, físicas e virtuais. Uma chance para a imaginação transformar um isolamento em multidão, como o próprio artista define. Nesta coreografia, Cristian trabalha os princípios do solo Hot100, criado em 2011, no qual são invocadas 100 referências de dança muito marcantes na sua formação. Um espetáculo que fará da casa o corpo e do corpo a casa.

Sempre às terças e quintas-feiras, às 21h30, acontece uma apresentação diferente no formato de solos, duplas ou com mais integrantes – desde que estes já estejam dividindo o mesmo espaço neste período de quarentena – podendo ser coreografias na íntegra, trechos de obras ou adaptações, de acordo com o espaço e proposta de cada trabalho. As apresentações têm duração de até 50 minutos. Em tom intimista, os artistas também são convidados a fazerem comentários sobre o trabalho após a performance. Dentro desta linguagem, a experiência das diversas edições da Bienal Sesc de Dança, que teve sua 11ª edição realizada em setembro de 2019, possibilita a expansão da atuação digital da instituição . A programação terá como foco abranger o maior número de vertentes e movimentos da dança, em suas expressões, diversidades e poéticas de corpos, dentro das muitas áreas de pesquisa, como a clássica, urbana, contemporânea, performática e experimental.

Até aqui, a Dança #EmCasaComSesc exibiu cinco apresentações com audiência que ultrapassa 11 mil visualizações. Já passaram pela série os bailarinos e coreógrafos Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, em espetáculo com fragmentos da pesquisa Outras Formas; Diogo Granato apresentou Toda Vez que me Despeço; a dupla Key Sawao e Ricardo Iazzetta trouxe a dança do dia; Rubens Oliveira fez sua estreia em espetáculo solo com Makahla; e Morena Nascimento foi atração com a dança-improviso MADEIRA, uma dança para meu pai .

Além das lives, o público interessado em dança poderá conferir também a série Dança Contemporânea, exibida desde 2009 pelo SescTV, e que acaba de ganhar nova temporada no canal e na internet. Os 13 novos episódios propõem um olhar plural para a cena da dança contemporânea no país a partir das poéticas do corpo negro. Integrados ao projeto #Do13ao20 – (Re)Existência do Povo Negro (sescsp.org.br/do13ao20), que propõe diálogos sobre a condição social da população negra e objetiva reiterar os valores institucionais, bem como o reconhecimento das lutas, conquistas, manifestações e realidades do povo negro, a curadoria desta temporada é assinada pela artista e pensadora em dança, gestora cultural e cientista social Gal Martins. Sua proposta evidencia as corporalidades plurais nas danças contemporâneas com o intuito de fazer presente, com dignidade, a multiplicidade de vozes que compõem o universo da dança em todo o país, contemplando os corpos negros, femininos, periféricos, gordos, LGBTQI+ e tantos outros.

Além de Encruzilhada, do Grupo Fragmento Urbano, fazem parte da temporada: Arquivo Negro – Passos Largos em Caminhos Estreitos – Cia Pé no Mundo; Noite de Solos composto pelas apresentações Depoimentos para Fissurar a Pele – Núcleo Djalma Moura e Corredeira – Nave Gris Cia Cênica; Filhxs -da- P°##@ – T O D A – Coletivo Calcâneos; Herança Sagrada – A Corte de Oxalá, com o Balé Folclórico da Bahia; Cria – Cia. Suave; Eles Fazem Dança Contemporânea – interpretado por Leandro Souza; Anonimato- Orikís aos Mitos Pessoais Desaparecidos – Cia Treme Terra; Subterrâneo – Gumboot Dance Brasil; 5 Passos para não Cair no Abismo – Cia Urbana de Dança; Mulheres do Àse.- com Edileusa Santos; Sons D’Oeste -Trupe Benkady e Mensagens de Moçambique – Taanteatro Companhia.

(Carta Campinas com informações de divulgação)

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