Campinas terá ato da greve global pelo clima e contra a destruição da Amazônia

Uma greve global pelo clima começou nesta sexta-feira (20) em mais de 130 países. O Brasil está no centro desta polêmica com o aumento da destruição da Amazônia provocada pelo governo Bolsonaro (PSL) e que teve repercussão mundial. Várias cidades do Brasil terá manifestação. Em Campinas, a manifestação acontece às 16h, no Largo do Rosário, região Central. 

(foto garry knight – cc – ilustrativa)

O objetivo é exigir ações concretas contra as mudanças climáticas. “Estamos lutando por nós, pelos nossos amigos, pela nossa família e pelo rapaz que mora na nossa rua. Lutamos porque é essa a nossa obrigação”, explica Katie Eder, a ativista de 19 anos responsável por três organizações dedicadas ao meio ambiente e ao impacto social.

Entre os vários cartazes dos milhares de participantes, frases como “a temperatura está aumentando”, “este é o nosso futuro”, “salvem a Terra, amem a vida” lideraram o protesto. E também “A mãe natureza não é uma puta”.

Esta é a terceira greve de uma série mundial de comícios climáticos. A maioria é organizada por estudantes e liderada por Greta Thunberg, a ativista sueca de 16 anos, que recentemente cruzou o Atlântico de barco.

Neste mês, além dos jovens, as manifestações vão contar também com a presença de várias associações humanitárias, sociedades dedicadas às causas ambientais e funcionários de algumas das maiores marcas comerciais do mundo, como a Amazon e a Microsoft.

De acordo com Greta, que atualmente se encontra em Nova Iorque para a Cúpula Climática das Nações Unidas, que terá início segunda-feira (21), foram organizados cerca de 4.638 eventos em 139 países.

O objetivo das greves é pressionar os políticos e outros membros do poder, levando-os a agir para resolver a atual crise climática e a prevenir o aparecimento de outras no futuro.

Para a adolescente Katie Eder, diretora executiva da Future Coalition – uma organização americana sem fins lucrativos focada em promover mudanças sociais -, a manifestação desta sexta-feira serve, sobretudo, para conseguir um novo acordo ambiental (Green New Deal).

Desde a suspensão imediata de projetos fósseis em terras indígenas, à implementação de uma agricultura sustentável, várias são as reivindicações que os jovens querem ver atendidas.

Em Nova York, mais de 1 milhão de alunos de escolas públicas estão autorizados a faltar às aulas hoje para participar da manifestação, se os pais permitirem. (RTP/Carta Campinas)

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