Comunidade Jongo Dito Ribeiro realiza oficina gratuita de Jongo

Nos dias 17 e 18 de fevereiro, das 16h às 18h, acontece no Jardim do Galpão do Sesc Campinas uma Aula Aberta de Jongo na qual o público é convidado a experimentar e conhecer a dança do jongo e sua história. Considerado um dos precursores do samba, o jongo é composto por elementos de dança, canto e percussão de tambores. A oficina, gratuita e aberta ao público, terá a participação da Comunidade Jongo Dito Ribeiro.

A Comunidade consiste em jongueiros, formados por um grupo de pessoas e familiares, que reconstitui a manifestação do Jongo em Campinas/SP através da memória de Benedito Ribeiro, de rodas com toque, canto e dança, com o objetivo de compartilhar e continuar com essa cultura ancestral. Como missão, o grupo almeja reconstituir a cultura ancestral do jongo nos mais diversos espaços, para todas as pessoas de diferentes credos, etnias e idades, priorizando as comunidades e grupos que atuam no universo da cultura afro brasileira.

Em Campinas, a comunidade foi batizada com esse nome em homenagem ao saudoso Benedito Ribeiro, avô de Alessandra Ribeiro, que chegando em Campinas na década de 30, vindo do interior de Minas Gerais, manteve a tradição do jongo recebido por seus antepassados, através das realizações de festas aos santos católicos. Desde 2002, a comunidade vem se firmando, realizando trabalhos de reconstituição, composição e pesquisa com o objetivo de manter viva a chama dessa descendência, trazendo essa importante manifestação da cultura popular afro-brasileira, elemento de resistência e união para a sociedade. O grupo se apresenta em escolas, universidades, quilombos, festas oficiais e seus encontros são quinzenais na casa de Alessandra Ribeiro e desde 2008, na Casa de Cultura Fazenda Roseira, de gestão da comunidade jongueira, no jardim Roseira em Campinas, que esta aberta a quem quiser participar e contribuir na reconstituição dessa história. A Comunidade Jongo Dito Ribeiro reúne pessoas de diferentes idades, origens sociais, raças, profissões e locais, estando desde 2005 fazendo parte da Rede de Memória do Jongo/Caxambu, onde representa a cultura afro-brasileira de Campinas e já carrega o certificado de patrimônio cultural do Brasil. (Carta Campinas com informações de divulgação)

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