Depois de cerca de 2 anos de investigação (visto que a investigação começou bem antes do indiciamento em agosto de 2016) e um gasto enorme de dinheiro público com o processo, o resultado até agora é seguinte: nenhuma prova contra o ex-presidente Lula e 65 testemunhas que o inocentaram. Ao que tudo indica, o processo não deveria sequer ter sido aberto devido à insuficiência de indícios.
Das 65 testemunhas, nenhuma foi capaz de apresentar qualquer prova que incriminasse o ex-presidente. Pelo contrário, praticamente todas o inocentaram. Apenas uma, um político ex-zelador do prédio que se aproveitou da bandeira ‘triplex’ para tentar se eleger vereador pelo PP acusou de forma vazia: ‘todos sabiam que era do Lula’.
O processo, que parece não ter fim, está se configurando como prova cabal de perseguição política do Poder Judiciário para evitar que o ex-presidente atue politicamente. Além disso, há o custo do processo pago pela população. Se continuar desse jeito, Dallagnol e Moro deveriam indenizar o Estado brasileiro pela aventura processual? Ou seria apenas um caso de incompetência jurídica?
Nos depoimentos colhidos nesta segunda-feira, 21, pelo juiz Sérgio Moro, o chefe da equipe institucional e segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tenente do Exército, Valmir Moraes, foi devastador. O tenente disse que há registros de onde Lula esteve em cada dia após este ter deixado o cargo de presidente da República, e esses registros provam que ele jamais pernoitou no apartamento do Guarujá.
Moraes relatou que, após a volta do Guarujá, o ex-presidente teria dito: “Sabe quando que eu vou frequentar esse apartamento? Nunca. Vou pedir para Dona Marisa não comprar esse apartamento.” O tenente do Exército também relatou que jamais presenciou qualquer conduta indevida ou antiética do ex-presidente trabalhando cinco anos com ele, e que se esse fosse o caso, pediria dispensa da função.
Os advogados já até requereram ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a anulação do processo. Para a defesa de Lula, a suspensão é necessária “em virtude de diversos atos que mostram que o juiz Sergio Moro perdeu a imparcialidade para julgar Lula.”
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