Deborah Colker será a diretora de movimento responsável pela cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro, e os dois espetáculos trabalham com movimentos artísticos que remetem à prática esportiva como veículo para a liberdade expressiva e orgânica refletida no espírito olímpico.
Em seu primeiro ato, os movimentos ‘Ostinato’, ‘Cotidiano’ e ‘Sonar’ utilizam o vocabulário do balé clássico e da dança contemporânea, brincando com gestos do dia a dia e movimentos no solo, imprimindo força, leveza, humor, velocidade e dinâmica, marcas registradas da coreógrafa. Com um repertório de gestos ordinários transformados em movimentos, carregados de intenção, mas fora de seus contextos, eles evocam o drama, a comédia, o lúdico e o patético, se destacando com seu ritmo e precisão, na busca pelo equilíbrio perfeito. No fundo da cena, o palco verticaliza-se em uma parede de sete metros de altura onde os bailarinos realizam um balé aéreo desafiando a lei da gravidade. Logo em seguida, o Kung Fu, Atletismo e Jogo.
No segundo ato, os bailarinos se deslocam em estado de flutuação, como astronautas dentro de uma nave sem gravidade. Os movimentos ganham novas densidades em meio à manobras milimétricas e vagarosas que demandam um equilíbrio e resistência muscular incomuns, os bailarinos experimentam várias possibilidades de caminhar em suspensão, em todos os sentidos e direções. Por fim, uma roda de cinco metros de altura toma conta do palco. Inspirada nos parques de diversões e na rotação da Terra, a roda é a mais perfeita tradução material da investigação em torno da física e da mecânica do movimento. Todos os movimentos dentro e fora da roda buscam a circularidade. Em fluxo contínuo, os bailarinos dançam sob forças centrífugas e centrípetas, a ação propaga-se por cada uma das seis escadas e pelos meandros da roda, desenhando uma profusão de imagens de grande impacto visual.
“VeRo” coloca em cena a eletrizante combinação de vitalidade e perigo, compilando no palco as marcas características do trabalho de Deborah Colker e forma um terceiro espetáculo que propõe uma ocupação radical do espaço cênico, expondo com proeza os questionamentos de sua coreógrafa sobre a física dos movimentos.
Atualmente, a companhia prepara seu 13º espetáculo, “O Cão Sem Plumas”, baseado na obra de João Cabral de Melo Neto. (Carta Campinas com informações de divulgação)
Espetáculo de dança contemporânea “VeRo” – Cia Deborah Colker
Local: Teatro Castro Mendes. Praça Correa de Lemos, s/n, Vila Industrial – Campinas
Data: 11 e 12 de junho
Horário: sábado, às 21h; domingo, às 18h
Ingresso: plateia – R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia); balcão superior – R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Vendas: bilheteria do Teatro Castro Mendes – de terça a domingo, das 16h às 21h; pela internet – compreingressos.com
Informações: (19) 3272-9359
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