.Por Thais Dibbern.
Os discursos que vimos durante a votação do dia 17 é um retrato daquilo que desejamos exemplificar. Quase nenhum deputado manifestou seu voto argumentando que houve um crime de responsabilidade, a maioria, por sua vez, os dedicou à família, à Deus, à cidade, aos votos que recebeu e, também, teve aqueles que utilizaram do espaço para proferir ideias absurdamente violadoras de direitos humanos (fomos apresentados a um circo). Homenagear um torturador é altamente estarrecedor, abominável, lamentável e desprezível. Quando tais ideias são aclamadas pela população, vejo que há um problema psicopático e de falta de caráter em reconhecer que relativizar a liberdade de expressão, incita à violência.
Vivemos em um período onde uma cuspida em um deputado federal ganha maiores proporções do que um discurso que prega a violência e o desrespeito aos direitos humanos. É inadmissível que sejamos omissos à essas opiniões, uma vez que sendo omissos, também nos tornamos violadores.
É importante lembrar que vivemos em uma democracia, a qual é pautada pelo respeito aos direitos humanos. Os direitos humanos devem ser vistos como um conjunto de direitos que são essenciais à vida. Portanto, devemos reconhecer que todos somos sujeitos de direitos, sem distinção de classe, raça ou qualquer tipo de preconceito. É importante lembrar que sem a democracia, não há direitos humanos e sem direitos humanos, não há democracia.
Thais Dibbern é graduanda em Gestão de Políticas Públicas pela Unicamp
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