Milhares de pessoas vão às ruas contra o governo e com as ideias de 1964

A manifestação contra o governo, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, reúne cerca de 15 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, e chegou a ocupar as duas pistas da Avenida Atlântica. O protesto, que já começa a se dispersar, foi acompanhado do alto dos prédios da orla por moradores que se manifestavam das janelas dos apartamentos portando banddeiras do Brasil.

Os manifestantes se concentraram na altura do Posto 5 e começaram uma caminhada em direção ao Leme. A maioria dos manifestantes veste camisetas verdes e amarelas e carregam bandeiras do Brasil. No Rio, o ato foi convocado pelos movimentos Vem para Rua, Brasil Limpo e Cariocas Direitos.

Os manifestantes protestam contra a corrupção e alguns grupos pedem o afastamento da presidenta Dilma Rousseff e do PT do governo. Em meio à passeata, um grupo de 15 estudantes com faixas e cartazes pedia a volta do Fies, em protesto contra a instabilidade do sistema online de acesso ao programa de financiamento estudantil nos últimos dias.

O estudante Alan Ângelo dos Santos, que pretende estudar engenharia na Universidade Estácio de Sá, disse que tentou fazer a inscrição no programa e não conseguiu. “Estou preocupado. Não tenho como pagar a faculdade e preciso estudar.”

A aposentada Inocência do Carmo Alves, de 75 anos, desceu do prédio onde mora, perto do local da manifestação, para dar uma caminhada. Ela não sabia do ato, mas concordou com o protesto. “Espero que a manifestação dê certo porque é muita roubalheira”, disse.

Na esquina da Rua Constante Ramos com Avenida Atlântica, um senhor que saía da praia vestindo apenas sunga e chapéu foi hostilizado por defender a presidenta Dilma. Ele discutiu com alguns manifestantes e foi cercado por policiais para continuar seu trajeto.

Também contrário à manifestação, o fiscal da Fazenda Sérgio Moura, morador de Copacabana, foi cercado e agredido por pessoas que participavam do protesto após o gritar para os manifestantes “irem para Miami”.

“Me agrediram, jogaram cerveja, me deram chute”, relatou. “Não vou ficar calado. Vocês querem que tenha um golpe militar para todo mundo ficar calado? Eu defendo o meu direito de ser democrático. Vai para Miami, vai atrás do teu dinheiro”, repetia o funcionário público para as pessoas na rua.

Alguns manifestantes gritavam para ele “ir para Cuba”, entre eles um advogado que não quis se identificar. “Ele veio provocar. Típico petista. Fica passeando aqui na Praia de Copacabana, mas para Cuba ele não vai”, criticou. (Agência Brasil)

Recent Posts

Para contrapor Flávio, Lula precisa defender desbloqueio de acesso a praias privatizadas ilegalmente

(imagem reprodução) O presidente Lula tem feito muita coisa importante para os brasileiros em todo…

11 hours ago

Documentário Não Existe Almoço Grátis acompanha lideranças da cozinha solidária

(imagem divulgação) No dia 23 de outubro (sexta-feira), às 19h, o CineADu Especial encerra a…

11 hours ago

PUPA reúne performance e artes visuais na Sala dos Toninhos

(foto ju moretz - divulgação) O corpo como território de transformação. O casulo como lugar…

14 hours ago

Entre gestos e silêncios, Grupo Dançaberta percorre os ciclos da vida feminina em ‘Maré’

(foto josé maria - divulgação) O movimento das águas, a solidão e as mudanças que…

17 hours ago

Coral Zíper na Boca apresenta ‘Os Saltimbancos’ e ‘Wimbo Wa África’ no Convivência

(foto - divulgação) O Coral Unicamp Zíper na Boca apresenta o musical “Os Saltimbancos” e…

18 hours ago

Geraldo Alckmin participa de ato pela virada em Campinas nesta quarta-feira

(foto ricardo stuckert) A cinco dias do segundo turno, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) estará…

1 day ago