Em dez anos, melhora perfil do professor da educação básica, mostra pesquisa do Dieese

Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese), que mostra o perfil dos docentes da educação básica municipal e estadual, de 2002 a 2013, aponta uma melhora na situação da educação.

Houve um aumento de 2,5 milhões para 3,3 milhões no número de professores na educação básica, com maior velocidade de 2006 a 2013. Tal aumento coincide com a implementação do Fundo da Educação Básica (Fundeb), que estendeu o financiamento para a educação básica.

Durante o período houve uma elevação da jornada média e aumento da remuneração média dos professores estaduais e municipais. O crescimento real da remuneração média acima de 39% ocorreu em quatro regiões do País, aumentando mais nas regiões com menores salários.. No entanto, o aumento não foi suficiente para equiparar o rendimento do professor ao dos demais profissionais com ensino superior. Nos municípios os salários médios são os mais baixos.

Alteração no perfil etário do docente, com queda expressiva do contingente que ingressava com até 25 anos e aumento da permanência do professor na carreira. Provavelmente, o aumento da idade média para ingresso ocorreu devido à exigência, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de que os professores se formem em nível superior. Houve redução dos professores com escolaridade até o ensino médio e crescimento no número de professores com ensino superior completo. Mas o número de professores sem formação superior completa ainda é representativo.

Apesar das significativas melhorias dos últimos anos, é necessário avançar na melhoria do rendimento dos professores em relação às outras profissões de nível superior e a diminuição da precarização dos vínculos de trabalho. Na verdade, essa situação melhorou.  Mais de 20% dos professores não são contemplados pelos planos de carreira por vínculo temporário. Esse percentual continuou o mesmo, entre 2002 e 2013.

Portanto, se por um lado há um esforço para formação dos docentes, por outro, continua a precarização do vínculo de trabalho. (Carta Campinas com informações do Brasil Debate e Dieese)

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