Professor da Unicamp cria aplicativo de celular para fiscalizar contagem de votos

O professor Diego Aranha, do Instituto de Computação (IC) da Unicamp, criou um aplicativo para celular que permite acompanhar a contagem de votos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em todo o Brasil.

Diego Aranha e o Você Fiscal

O aplicativo pode ser extremamente útil para os fiscais dos partidos políticos. Denominado de Você Fiscal, o aplicativo é capaz de fotografar os boletins emitidos pelas urnas eletrônicas e remete as imagens para um servidor, que faz a totalização dos votos. Para Aranha, se não houver falhas ou fraude nessa etapa da eleição, os dados terão que bater.

O aplicativo, que só funciona em smartphone com sistema Android, será testado no primeiro turno das eleições de 2014, marcado para o próximo dia 5 de outubro. A totalização é a única fase na qual a sociedade pode fiscalizar, visto que o código fonte do sistema de votação não é aberto. O projeto foi todo bancado por meio de financiamento coletivo, através do site Catarse.

Para exercer a fiscalização, é necessário baixar gratuitamente o aplicativo na loja Google Play. Depois é só se dirigir até uma ou mais seções eleitorais ao final da votação e fotografar os boletins gerados pelas urnas eletrônicas, que devem ser expostos publicamente, conforme determina a legislação. O documento do TSE tem o formato de uma fita, semelhante ao cupom fiscal emitido pelos supermercados. Depois, basta clicar em enviar, que as imagens serão transferidas para um servidor.
Um programa fará o tratamento das fotografias e o reconhecimento dos caracteres, com o objetivo de extrair as informações fornecidas pelas urnas eletrônicas. O último passo é a soma dos votos. “Se os resultados da totalização paralela forem estatisticamente compatíveis com os da totalização oficial, isso será sinal de que não ocorreram falhas ou fraude nessa etapa da eleição. Se os números não forem correspondentes, será indício de que algo indesejável aconteceu”, disse Aranha em texto de divulgação da Unicamp.

Diego Aranha adianta que a ideia é receber as transmissões das imagens até a 0h do dia 5 de outubro. O resultado da totalização paralela deve sair em poucas horas, mas isso dependerá do volume de imagens recebido. O dado será posteriormente confrontado com o resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ser divulgado três dias após o encerramento do primeiro turno. O professor disse também que o aplicativo conta com um recurso capaz de identificar possíveis tentativas de “sabotagem” ao projeto. Veja abaixo vídeo do projeto:

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