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Tag Archives: poema

.Por Eduardo de Paula Barreto. Meu caro amigo pobre Confesse aqui no meu ouvido Que você apoiou o golpe Mas que está arrependido Porque perdeu o seu emprego E agora vive com medo De não conseguir a quantia Para comprar gasolina Como fazia...

  .Por Eduardo de Paula Barreto. A supressão de direitos E a limitação do saber Formam o mecanismo perfeito Para se exercer o poder Dos fortes sobre os fracos Que lambem os pratos E buscam no fundo das panelas Algum resto de comida Enquanto...

.Por Eduardo de Paula Barreto. . Na boleia do caminhão Seguem acomodados Os sonhos de uma Nação Que são bloqueados Pelo Governo corrupto Ilegítimo e fajuto Que finge nobre postura Enquanto sacrifica A população que fica Na estrada da...

.Por Eduardo de Paula Barreto. . De quem serão as mãos Que com aparente decoro Colocam a toga da perseguição Sobre os ombros de Sérgio Moro? De onde vem a autoridade Que lhe permite arbitrariedades Sem medo de ser punido? Serão forças...

.Por Eduardo de Paula Barreto. .O sono que disfarça a fome Alimenta a fé estimulante De que basta que o Sol acorde Para surgirem novos horizontes Que curarão as feridas do peito E anularão os preconceitos Que tornam o carente abjeto Sensibilizando...

.Por Eduardo de Paula Barreto. . As infames forças ocultas Usam estratégias esdrúxulas Para vencerem uma eleição Elas identificam o adversário E com o apoio do Judiciário O colocam na prisão. . Elas podem até restringir O direito...

.Por Eduardo de Paula Barreto. Se de mim retirassem os enganos Em mim apenas acertos restariam Seria um poeta de versos levianos Que como bolas de sabão se esvaziam Prefiro ser alguém cujas conjecturas Correm o risco de trazer amarguras Do...

.Por Eduardo de Paula Barreto. . Dias terríveis virão E muitos chorarão As perdas sem medida Prédios virão abaixo E as águas dos riachos Não serão mais bebidas. . O ar será como veneno E até mesmo o feno Por famintos será disputado E...

.Por Haroldo de Campos. A Posse de repente no país do bacharel de cananéia dos bacharéis de canudo e anel no dedo e dos doutores de borla e capelo no país dos coronéis latifundiários de baraço e cutelo (melhor dizendo de serrote elétrico corta-homens) de...

“E um grande silêncio fez-se Dentro do seu coração Um silêncio de martírios Um silêncio de prisão. Um silêncio povoado De pedidos de perdão Um silêncio apavorado Com o medo em solidão. Um silêncio de torturas E gritos de maldição Um...